MAX GEHRINGER
é especialista em carreiras e empregos e autor de dez livros sobre o mundo empresarial
Ao contrário da maioria das pessoas que convivem comigo, não pretendo ser um exemplo de sucesso na vida profissional. Não acho que preciso ter o melhor emprego do mundo ou evoluir para cargos mais altos para ser feliz. O que há de errado nisso? Sou pior que meus colegas porque penso dessa forma?
Você definiu o que é sucesso segundo sua ótica. Provavelmente, você abomina pessoas que são dadas a demonstrações explícitas de status profissional – e não gosta de gente que resume a própria existência ao cargo que tem e às aspirações para atingir cargos mais elevados. Para você, sucesso consiste em estabelecer um equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal, e isso faz com que você não dedique todos os seus minutos a construir uma carreira. Se isso o satisfaz e não lhe causa arrependimento, você é um sucesso naquilo que se dispôs a fazer – usar o trabalho como meio, e não como fim. De minha parte, parabéns.
Há inveja está presente em tudo o que fazemos e ela realmente pode atrapalhar muito, desde o andamento de sua equipe até a falha e prejuízo de um administrador. Pessoas invejosas desmotivam uma equipe, sempre acham um problema ou tentam criá-lo para que algo de errado, pessoas invejosas querem e almejam o lugar de uma pessoa muitas vezes com status, mas não se empenham a alcançar esse lugar e sim e derrubar essa pessoa achando as vezes uma falha e a transformando em uma bomba.
Vamos falar de um ponto forte na construção e desenvolvimento de uma equipe e um bom trabalho:
Uma equipe de profissionais competentes e capazes é a chave para o sucesso absoluto nas vendas de uma empresa, certo? Errado! Na maioria das vezes, não basta ter apenas profissionais gabaritados. Para que os resultados saiam do papel, é necessário que haja investimento nessa equipe, o que, nesse caso, significa motivação, incentivo, estímulo. Definida a receita, surge uma outra questão pertinente: qual o papel da empresa quando o assunto é motivação?
De acordo com o consultor e professor de estratégias de comunicação e marketing, Mário Persona (Limeira/SP), existem várias maneiras de incentivar os profissionais de vendas que não somente o dinheiro. Por isso, engana-se quem pensa que essa é a principal forma de manter um funcionário satisfeito. É comum encontrarmos pessoas que rejeitam um salário melhor para continuar trabalhando em uma empresa cuja marca agrega um maior prestígio à sua imagem. Segundo Persona, na hora de escolher ser identificado como representante de uma marca desconhecida ou levar a bandeira de uma multinacional de destaque, muitos preferem optar pela grande marca.
O cargo também é um elemento motivador. Ser vendedor ou ser vice-presidente pode influenciar em muito na motivação de quem vende. Conforme o consultor, muitas empresas, principalmente nos Estados Unidos, costumam distribuir cargos de vice-presidente para vários profissionais porque sabem que o título abre portas e pode significar negócios fechados com pessoas de decisão. Ainda que o profissional de vendas não receba tal título, há várias formas de identificá-lo pensando em como isso poderá criar maior segurança nos contatos profissionais, abrindo portas de clientes que talvez se deixem impressionar por essa titularidade.
O suporte que a empresa dá aos profissionais de vendas também serve de elemento motivacional. Se eles tiverem a certeza de poder contar com o apoio de seu superior, da equipe de vendas internas e de pós-venda, terão mais audácia para fazer ou aceitar propostas de negociação. “O profissional de vendas precisa contar com limites flexíveis e uma certa autonomia de decisão, desde que seja uma pessoa qualificada para saber fazer uso dessa flexibilidade e não uma que já gaste todos os cartuchos nos primeiros dois minutos de conversa”, complementa.
REPORTAGEM REVISTA EPOCA 30/09/2010
Aluna Joselene Fatima Scheuchuk.
1º Período ADM

Nenhum comentário:
Postar um comentário