terça-feira, 30 de novembro de 2010

Comporte-se XIX

Xô, olho gordo!


Renata Avediani

A inveja é um sentimento nocivo, mas que faz parte do cotidiano das empresas. Quando não gerenciada, ela prejudica o clima, compromete a produtividade das equipes e a carreira dos profissionais. “Quem tem inveja se preocupa mais com o desempenho do outro do que com o seu próprio”, diz o consultor Maurício Goldstein, autor do livro Jogos Políticos nas Empresas (Editora Campus/Elsevier). Por outro lado, quem é alvo da inveja pode sofrer as consequências sem ao menos se dar conta. “Essas pessoas começam a ser alvo de fofocas, podem ser marginalizadas ou ter seus erros mais expostos, já que são mais observadas”, diz Maurício. Para as empresas, o dano é ainda mais silencioso, já que é difícil de ser mensurado.



ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

O cotidiano no escritório propicia a proliferação da inveja. Há forte cobrança por resultados, todos disputam o reconhecimento do chefe e, muitas vezes, os critérios da competição estão nas entrelinhas. “Onde as regras não são claras, a competição é predatória”, diz a professora Patrícia Tomei, da escola de negócios da PUC - Rio e autora de Inveja nas Organizações (Makron Books). “Apesar do discurso sobre a importância das competências comportamentais e dos valores, os profissionais ainda são mais avaliados pela qualificação técnica e pelos resultados”, diz. Logo, quem consegue reconhecimento nem sempre é visto como merecedor, principalmente diante dos olhos dos invejosos.

“Quando as pessoas sabem o que se espera delas, fica mais fácil entender quando um reconhecimento não vem da forma desejada”, diz Adriana Tieppo, diretora de RH da Boehringer. Além disso, há um trabalho com os gestores para que liderem mais pelas suas atitudes do que pelo cargo que ocupam. “Estimulamos a admiração em vez da inveja”, diz Adriana.

Geane Jose de Souza
Aluna 1 º Período ADM

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