sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Comporte-se XXVII

Carreira em alta, vida em risco


Um estudo revela que, quanto mais bem-sucedido na empresa, pior é a saúde do executivo brasileiro

Aos 49 anos, o executivo Eduardo José Bernini nunca havia enfrentado graves problemas de saúde. Até que o alarme soou durante uma reunião de diretoria da empresa que ele comanda, o grupo AES do Brasil, subsidiária de uma das maiores companhias americanas de energia. O episódio ocorreu no mês passado, na manhã de uma segunda-feira. Por volta das 10 horas, Bernini sentiu um leve incômodo no lado esquerdo do peito. Depois de um tempo, a dor foi se espalhando e o ambiente da sala ficou sufocante. Assustado com os sintomas, ele saiu do encontro por alguns minutos e dirigiu-se ao ambulatório da empresa para medir a pressão. Como o aparelho não registrou nada que justificasse o mal-estar, voltou para a reunião. Mas a sensação de incômodo físico só fez aumentar ao longo do dia. No começo da tarde, a dor no braço se tornou insuportável e os dedos da mão começaram a formigar. "Pensei que estava tendo um infarto", lembra ele. Bernini acabou sendo internado num hospital em São Paulo, mas os exames mostraram que não havia nada de errado com seu coração. Segundo o diagnóstico, todo o desconforto físico havia sido provocado por uma forte pressão muscular na parte superior da coluna. Ele havia sido vítima de estresse.

Diagnóstico ruim

Segundo pesquisa do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, realizada com 400 presidentes de empresas no Brasil, a maioria dos altos executivos cultiva hábitos que comprometem a saúde e corre o risco de desenvolver doenças graves nos próximos anos

Retrato preocupante

70% têm sobrepeso

62% são sedentários

52% possuem taxas altas de colesterol

27% apresentam índices altos de triglicérides (1)

23% acumulam gordura no fígado

18% bebem mais que o recomendável

17% sofrem de hipertensão

Riscos potenciais

40% correm o risco de desenvolver depressão ou outros distúrbios psicológicos

20% podem ser vítimas de doenças cardiovasculares

16% têm possibilidade de apresentar diabetes tipo 2(2)
 
Wesley Motin
Aluno 1º Período ADM

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