quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Comporte-se XXV

Um verdadeiro mito

Numa mesa de bar, Mark Zuckerberg conversa com a namorada, ou melhor, de modo passivo agressivo, arma para ela ciladas para fazer com que ela tropece e ele saia por cima. Ela então dá o fora em Zuckerberg, esclarecendo que não é por ser um nerd que as meninas não se interessam por ele, e sim por ele ser um idiota, bêbado e ofendido.

Após isso o rapaz volta para seu dormitório na Universidade de Harvard, invade as páginas virtuais das fraternidades e cria, em questão de horas, um site explosivo – o Facemash, um mecanismo para que os alunos comparem os atributos das colegas. Os acessos derrubaram o servidor, e Zuckerberg cai num tipo rarefeito de desgraça: é o idiota capaz de inferir o que as pessoas desejam e dar forma a esse desejo.

Com o sucesso do Facemash, Zuckerberg foi convidado para criar um site de relacionamento intrauniversitário, foi assim que ele inventou o Facebook a rede social mais procurada nos últimos tempo.

O filme A Rede Social do roteirista Aaron Sorkin e o cineasta David Fincher conta a tragédia de um gênio precoce que as 19 anos inventa um instrumento que multiplica as amizades dos outros, mas o enche de inimigos e sacrifica sua única grande amizade. O filme estreia nesta sexta feira (03/12/2010) e lança o espectador para dentro de um vórtice de genialidade e intriga em que destinos são feitos, e aniquilados, em decisões momentâneas.

O filme é uma proposição cruel: como os personagens das tragédias gregas, ele têm de viver eternamente congelados naquele momento que conjuga sua grande conquista e seu grande erro. Como Mark Zuckerberg, que, bilionário mais jovem do mundo aos 26 anos, afirma e reafirma não ser mais o mesmo. Mas, para efeitos mitológicos, está perenizado nos seus 19 anos.

Mayara Lustosa
Aluna 1º Período ADM



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